Contra o Ceará, indolência, sonolência, má vontade e isto tudo já é do conhecimento de todos, logo não adianta repetir.
Contra o SANTOS, a escrita foi outra. Parecia que tudo iria melhorar. A equipe bem distribuída, pegando com muita disposição, mostrando que o vestiário havia melhorado. O torcedor satisfeito aplaudia, vibrando com a estreia do jovem Vilson, ao que parece uma boa contratação. Douglas correndo, procurando o jogo. Beleza. Jonas parecia outro jogador, não desistindo nunca, partia para o jogo, perdia a jogada e, na sequência, partia em busca da recuperação. Borges fazendo gol, um espetáculo. Maravilha! Renasciam as esperanças que o reencontro com as vitórias estaria próximo. Isto tudo nos primeiros quarenta e cinco minutos.
E veio o segundo tempo. O Santos melhor e o nosso Tricolor resistindo. Até que, aos 20’, o primeiro pênalti. Gol do Santos, pânico. E o Grêmio resistindo à pressão. Até que aconteceu o segundo pênalti, bateu o pavor, só diminuído quando o grande VICTOR defendeu espetacularmente. Renasceram as esperanças. Envolvimento da torcida a estas alturas acreditando em uma grande vitória, SANTOS COM DEZ HOMENS. O TRICOLOR TENTANDO O GOL, sempre no ataque. Escanteio! Ninguém no estádio acreditava em outra coisa: ou gol do Grêmio ou fim de jogo com um empate. Àquelas alturas, contra uma equipe altamente qualificada, lucro. Que nada! Os astros novamente estavam contra nós. Frustração total, contra ataque, distração, bobeira, ou seja lá o que for. Gol do SANTOS. Fim de jogo. Tristeza.
ONDE ANDAM OS PARES DE DIRETORIA? É isto mesmo! Onde andam?
É na adversidade que se conhecem os homens. É na doença que sabemos quem está ao nosso lado. Sala de conferência praticamente vazia, alguns poucos diretores, dois ou três conselheiros, exceção aos homens do futebol, Guerra e Rui, e ao vice Cesar Pacheco, Mais ninguém ao lado do Presidente Duda, que lá estava, abatido, e pronto para encarar o desafio do enfrentamento com a imprensa que queria avidamente ouvir do Presidente alguma mensagem positiva que pudesse ser levada aos torcedores tão sofridos quanto qualquer dirigente diante de mais um resultado negativo.
Convenhamos que não será esta “multi-divisão” que vai nos levar a qualquer lugar. O foco tem que ser só um: Grêmio, GREMIO, Grêmio, Como instituição centenária, com uma história grandiosa, temos todos que remar na mesma direção. Política, eleição e mudanças são movimentos válidos, entretanto, o momento é de união absoluta. Voltemos ao regime de economia interna. Contrariedades e divergências devem ser discutidas e resolvidas à portas fechadas. Temos obrigação de estarmos juntos nesta dura empreitada da ressurreição. O GREMIO é muito grande e nós sabemos disto, porém não será dividido que vamos torna-lo ainda maior. União e integração! É isto que estamos precisando. É preciso que voltem os talentos de ontem para dar pleno apoio aos que lá estão hoje. Pensemos positivamente e na mesma direção, Grêmio, Grêmio, com certeza, se assim procedermos, logo sairemos desta incomoda posição de vagão para voltarmos a ser locomotiva.
Aos que estão pensando que cairemos, esqueçam. Não voltaremos à segunda divisão. Força tricolor, dá-lhe Grêmio, que o teu nome e tua história, honraremos.
VIVA O GREMIO!
Fui!
Zelinho